Seja no plano da formação, da pesquisa, de plataformas tecnológicas ou de empresas, a aglomeração de Montpellier tem diversos trunfos em química, agrupados em torno de estruturas e ferramentas estruturantes. A química em Montpellier propõe uma gama extensa de formações e de cursos de excelência a mais de 1700 estudantes, dos quais 750 em engenharia ou master.

Três institutos de pesquisa estruturam os diferentes laboratórios de pesquisa em química de Montpellier, representando 750 colaboradores.

O Instituto Charles Gerhardt de Montpellier (ICGM) ou Instituto de Química Molecular e de Materiais situa-se na interface química/física, com trabalhos de pesquisa indo da molécula aos materiais. O Instituto de Biomoléculas Max Mousseron (IBMM), na interface química/biologia/saúde abrange todo o setor que vai da molécula aos medicamentos. Enfim, o Instituto Europeu das Membramas (IEM), na interface química/engenharia de processos, trabalha no desenvolvimento de processos inovadores para a produção e a transferência de energia, bem como para a biotecnologia, a alimentação e a saúde.

Além desses três institutos, o Instituto Carnot “Química, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável” (CED2) agrupa nove laboratórios pertencentes ao ICGM, ao IEM e ao IBMM. Sua missão: favorecer a inovação e colocá-la ao serviço da competitividade das empresas.

Estruturas e ferramentas estruturantes
Entre os trinta e três Institutos Carnot da França, o de Montpellier é o único credenciado na temática “química, meio ambiente e desenvolvimento sustentável”.

O projeto CheMISyst, credenciado Laboratório de Excelência (Labex) no contexto dos “investimentos do futuro” em março de 2011 e coordenado pela Universidade de Marseille 2 (UM2), visa a desenvolver o conceito da ‘química de sistemas’ nas áreas da engenharia dos materiais, da valorização dos recursos e da proteção de meio ambiente, da biologia e da saúde. Tem por ambição construir uma política integrada de pesquisa, de formação e de valorização de alto nível para desenvolver: os materiais inteligentes do futuro para a energia e a saúde, uma química durável para a separação, a descontaminação e a reciclagem e, enfim, novos sitemas biomoleculares para aplicações médicas.

A Câmara Europeia de Química Nova para um Desennvolvimento Sustentável (ChemSud) é um local de intercâmbios, de ensino e de pesquisa para a emergência e o desenvolvimento de uma química nova, em torno da química verde e das energias renováveis, que possa conciliar a evolução harmoniosa da espécie humana e do planeta. A Plataforma de Análise e de Caracterização (PAC) propõe equipamentos eficientes para a análise físico-química em fases sólida, líquida ou gasosa e a caracterização físico-química, estrutural e de textura dos materiais sólidos, cristalizados, amorfos ou polímeros. A existência desse enorme potencial possibilitou a instalação de um Polo de Excelência com vocação nacional e internacional no domínio da química, em particular da química verde a serviço do homem, respeitosa do meio ambiente, promotora do desenvolvimento sustentável. Assim, foi criado em dezembro de 2007 o Polo Química Balard, reunindo os atores da química de Montpellier vinculados à UM1, à UM2, à ENSCM (Escola Nacional Superior de Química), ao CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) e ao CEA (Comissariado de Energia Atômica).

Em tempo, todas essas forças da química deverão ser agrupadas em um mesmo local, cofinanciado pela Região Languedoc-Roussillon, chamado Campus Chimie Balard.

Mais informações 
www.polechimie-balard.fr

Fonte: Eco Infos, maio/junho 2012, n. 35

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