Em sua fala, ressaltou alguns avanços realizados durante esses 20 anos, como a definição de objetivos para o desenvolvimento sustentável, o fortalecimento do programa de meio ambiente das Nações Unidas, o acordo para a preservação dos oceanos, o debate engajado sobre a economia verde e a inclusão de questões sociais, como a luta contra a pobreza. No entanto, pontuou que muito ainda está por ser feito. Ainda não foi possível criar uma Agência das Nações Unidas especializada em meio ambiente, a proposta de instaurar financiamentos inovadores para o desenvolvimento sustentável não foi definida de maneira concreta e é necessário uma maior cooperação entre países do norte e do sul, uma vez que os problemas ambientais só poderão ser solucionados de modo global. Ressaltou que para superar a atual crise financeira, econômica e ecológica em que o mundo se encontra é necessário priorizar o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
A conferência das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável (Rio +20), encerrada em 22 de junho, resultou na adoção do documento apresentado pelo Brasil "O futuro que queremos", assinado por mais de 200 chefes de Estado. O documento, entre vários pontos, renova engajamentos políticos passados, afirma o comprometimento com a implantação da economia verde e com a erradicação da pobreza, bem como a importância da cooperação internacional para superar os obstáculos ao desenvolvimento sustentável.
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Discurso do Presidente da República François Hollande
Documento “O futuro que queremos”, versão francesa




